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20 de janeiro de 2016 - 15:25F1

A falta de convicção

SÃO PAULO | Chegaram a um acordo. A FIA queria motores mais baratos, do contrário, aprovaria um motor alternativo, estilo ‘Indy’, em 2017. As montadoras queriam recuperar o investimento feito nestes V6 turbo.

O meio-termo foi manter a atual fórmula até 2020, diluindo-se, assim, o custo da compra dos motores por mais anos.

Em vez de se pagar algo em torno de € 20 a 25 milhões, os times-clientes devem pagar € 12 milhões.

Ótimo que se tenha alcançado um acordo que deve colaborar bastante para a permanência de equipes como a Sauber, a Force India e a Manor no grid. Era mesmo necessário.

Mas isso só mostra como os dirigentes estão capengando para promover mudanças, não é mesmo? Os V6 turbo são criticados desde a primeira volta que deram naquele teste em Jerez, em 2014, queriam mudar a fórmula, pensava-se nisso para quem sabe 2017, após um ciclo de três anos, mas não. Serão ao menos sete temporadas com eles.

Enquanto isso, discute-se, de novo, reabastecimento, descartado pelas equipes no ano passado, e eu pelo menos coloco cada vez menos fé na ‘revolução’ nas regras para o ano que vem. Pat Symonds disse que acha melhor esperar 2018. “Estamos tentando fazer tudo rápido demais, mas sem estabelecer os princípios básicos para trabalharmos em cima deles.”

2014-f1-motor-mercedes-v6_II

É realmente isso que parece. Falta convicção. É preciso mudar, mas ninguém sabe direito o que é preciso ou o que quer mudar. Carros espetaculares, velocidade final, recordes de volta. Mas também ultrapassagens, corridas equilibradas, redução de custos.

“Se você está em um circuito ou assistindo TV, você não consegue ver a velocidade em si”, disse Paul Hembery, diretor-esportivo da Pirelli. “O que você pode ver são ultrapassagens e batalhas, e isso é do que as pessoas realmente precisam. Não acho que as pessoas vão assistir mais ao esporte porque estamos rodando cinco segundos mais rápido. O que eles vão ver mais são as imagens.” Eu concordo com Hembery e já escrevi aqui antes sobre isso.

Só que, sem querer defender um lado ou outro, o que importa mesmo é: precisam resolver o que querem da vida. Para um lado ou para o outro, que batam o martelo e então empreguem todas as forças para fazer dar certo. Nem que a decisão seja tomada na base do cara ou coroa. Do jeito que está, mudar algo é que não vão.

1 comentário

  1. João Ferreira disse:

    Quando há dinheiro envolvido e muito, quem quer mudança não tem dinheiro para mudar, quem tem dinheiro, não muda….a Formula 1 está numa direção de afundar ainda mais….

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