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1 de fevereiro de 2016 - 14:04Endurance, Europa, Toyota Racing Series

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SÃO PAULO | O fim de semana foi bem bom para o Brasil nas pistas.

Pietro Fittipaldi foi campeão na Índia no MRF Challenge, um campeonato que serve de pré-temporada para quem vai andar nas categorias de base. Ganhou duas provas na etapa final e fechou a disputa com 45 pontos a mais que a vice-campeã, a colombiana Tatiana Calderón.

É um campeonato importante para se ganhar tempo de pista, experiência em corrida. Claro que ser campeão é bom, mas o resultado em si não quer dizer muita coisa. Outro brasileiro que disputou o torneio foi Matheus Leist, que estava fora do top-10 antes da rodada final. O site da categoria ainda não está atualizado com os resultados da etapa. O Jake Dennis, que foi até que bem na F3 Euro, e o Nobuharu Matsushita, da GP2, também andaram.

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Pietro vai disputar a F-Renault 3.5 em 2016, World Series até o ano passado. O 2015 na F3 Europeia não foi grande coisa, então terá de haver uma grande evolução neste ano.

Passando do clã Fittipaldi para os Piquet, Pedro venceu de novo na Toyota Racing Series. Vale a mesma lógica: o resultado não é o mais importante, o que importa é a experiência que se acumula. As vitórias são um indício de que a adaptação de Piquet ao automobilismo internacional está começando bem. Neste fim de semana, foi em Hampton Downs. Está 52 pontos atrás de Lando Norris, campeão mundial de kart, e restam duas rodadas triplas.

Por fim, e mais importante, Pipo Derani venceu as 24 Horas de Daytona!

Andando de Ligier, Pipo andou com o chefe da equipe, Scott Sharp, e Ed Brown e Johannes Overbeek para se tornar mais um brasileiro vencedor da prova que abre o ano da velocidade nos Estados Unidos. Se em Le Mans ainda falta o triunfo de um piloto daqui, em Daytona, não faltam.

Nas últimas cinco edições, pelo menos um brasileiro venceu. Ozz Negri em 2012, Christian Fittipaldi em 2014, Tony Kanaan em 2015 e, agora, Pipo. Antes, o próprio Christian, em 2004, e Raul Boesel, em 1988.

pipo deraniO triunfo recompensa Pipo pela decisão de investir no endurance. Ele tinha o sonho da F1, como muitos outros. Foi para a Europa seguindo esse caminho, andou na F3 Europeia, mas decidiu procurar outro rumo. Foi andar no Mundial de Endurance, na LMP2, e já se saiu bem em 2015. A Ligier é uma fábrica menor, mas não deixa de ser uma marca importante no esporte. E assim vai ficando claro que Pipo pode ter um grande futuro nessa modalidade.

“Quando era criança no Brasil, cresci de olho na F1. Fiz minha escolha para mudar para as corridas de resistência logo no começo da minha trajetória, e não poderia ter tomado decisão melhor”, falou Pipo.

Na segunda posição, mais Brasil. Rubens Barrichello, correndo com Jordan Taylor, Ricky Taylor e Max Angelelli de Corvette. Grande resultado, mostrando que tem lenha para queimar ainda. E até aproveito para mencionar como Daytona tem conseguido atrair nomes interessantes nos últimos anos, o que só tende a fazer a prova crescer. Não para concorrer com as 24 Horas de Le Mans, bobagem falar disso. Mas quanto melhores os pilotos, melhores e mais atraentes tendem a ser as corridas. Gente que passou pela F1, campeões da Indy, e por aí vai.

O pódio foi completado por Ryan Dalziel, Marc Goossens e Ryan Hunter-Reay. O bicampeão Christian Fittipaldi, ao lado de João Barbosa, Filipe Albuquerque e Scott Pruett, chegou a liderar, teve um problema na reta final da corrida e fechou em quarto.  Na GTLM, Daniel Serra e Augusto Farfus foram quarto e quinto, respectivamente. O campeonato da United SportsCar continua com as 12 Horas de Sebring em março.

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