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Australian F1 Grand Prix - Previews

4 de fevereiro de 2016 - 13:48F1

Merece a chance

SÃO PAULO | Muito se fala sobre quem está fora da F1 e merece um lugar no grid. Kevin Magnussen era um destes até ser confirmado pela Renault para o lugar de Pastor Maldonado na temporada 2016 da F1.

Magnussen teve um ano de estreia de altos e baixos — o que é mais do que normal para uma equipe que foi instável como a McLaren de 2014. Mas sua performance foi boa ao ponto de fazer o time inglês hesitar — e muito — antes de anunciar que Jenson Button seria o companheiro de Fernando Alonso em 2015.

Magnussen por pouco não tirou o lugar de um campeão mundial em uma equipe que não costuma ter muita paciência para jovens pilotos. Diz muito.

Ele foi campeão da World Series antes de chegar à F1 para estrear subindo ao pódio no GP da Austrália. Pódio que, diga-se, quebrou um jejum de mais de um ano — e que também foi o último da McLaren. Depois, acabou oscilando. Teve uma sequência ruim do Bahrein à Espanha, emendou cinco corridas seguidas nos pontos e terminou o ano no top-10 em 12 das 19 etapas. Estava no encalço de Button até o inglês disparar no fim do ano em uma ótima sequência para garantir o emprego.

K-Mag então passou um ano como reserva antes de ser dispensado — porque a McLaren tem outro promissor piloto na firma e correria o risco de perdê-lo, Stoffel Vandoorne. Foi preciso fazer uma escolha.

Se Magnussen não consegue entrar no grid neste ano, já era. E a chance que existia era com a Manor, ou seja, não era bem uma chance. Agora ele vai poder andar no pelotão intermediário com uma equipe que tem pretensões grandes para os próximos anos. Uma equipe que deve andar à frente da McLaren — ok, sei que nem começaram os testes, mas vocês também não ficariam surpresos de ver algo diferente?

“É um sentimento incrível e significa muito. Não é apenas um lugar na F1, mas uma vaga de ponta. A Renault vai lutar pelo Mundial no futuro, talvez depois de uma fase de solidificação, mas eles estão aqui para ganhar. É uma meta que eu compartilho”, afirmou o dinamarquês.

É raro um piloto ganhar a segunda chance na F1, e o desempenho de Magnussen, é verdade, será uma incógnita. Ele não guia um carro competitivo há mais de um ano – a McLaren de 2015 não conta. E a pré-temporada será curta, então ele terá de desenferrujar rapidamente.

Mas, para resumir, gostei. Ele merece estar na F1.

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